On S’Embrasse? é um tragicômico curta-metragem que encontrei nessa manhã de domingo. Boa apreciação.
Está aqui. Via Dark Roasted Blend.
On S’Embrasse? é um tragicômico curta-metragem que encontrei nessa manhã de domingo. Boa apreciação.
Está aqui. Via Dark Roasted Blend.
Esses dias, o Obivious, o melhor blog em língua portuguesa, escreveu um post uma curiosa banda brasileira: MegaRex.
Formada por Conde Flavio di Marchesã, Marco Camarano e Paulinho Barizon, a banda é uma peça rara. Tocam rock com os instrumentos tradicionais (guitarra, bateria etc.) e acrescentam um violino; o som fica bastante original, lembrando a ousadia (mas não o estilo) do Chico Science. Não lhes falta talento para desenvolver as músicas, que são bastante animadas. Além disso, as letras são de um humor impagável, de alta qualidade.
O melhor, porém, é que o CD MegaRex está disponível gratuitamente no site. Curiosamente, no site há uma promoção bizarra na qual você pode ganhar, de verdade, um Fusca vermelho!
Minhas músicas preferidas são Misturada e El Fuca Vermejo No Mi Atropellará Jamás, que segue abaixo.
Vai lá no site deles dar uma espiada. Eu acredito que você se divertirá bastante.
Aparentemente, um monte de gente cujos blogs acompanho gosta do 1001 Gatos de Schrödinger. Resolvi, então, explorar o tal blog. Não entendi muita coisa, confesso, mas descobri Ibrahim Cesar e seu surpreendente livro EQM.
EQM, sigla para experiência de quase-morte, é um romance extremamente original. É uma historia sobre Jonas, um rapaz tímido tentando encontrar um sentido para a vida. É amigo do cínico George, com quem trabalha. Na sua jornada existencial, descobre a clínica Novo Caminho, que vende experiências de quase-morte. Na clínica, conhece Falls, que é amiga de Regina, com quem Jonas trabalha…
…mas não vou me deter nos detalhes da história. O que importa é que EQM é um ótimo livro. Ibrahim Cesar escreve muito bem, sabe cativar o leitor e tem um estilo moderno e divertido de escrever. O autor sabe utilizar muito bem de ironia fina: o livro todo dá a impressão de que o narrador está com um sorriso de canto de boca.
A modernidade do texto é outra qualidade de EQM. É um livro jovem, antenado. Faz uso competente de referências à cultura pop menos massificada – a ponto que eu acho que eu mesmo não percebi todas. Isto é, porém, “irrelevante”, como diria George: você não tem de conhecer as referências para entender o texto. O que for necessário saber, será muito bem explicado, mas não num tom professoral: em EQM, até as explicações científicas e históricas são boa literatura.
Embora eu tenha ressaltado quão prazeroso e elegante é o texto, é bom frisar que EQM também é um livro profundo, embora leve. As histórias e as decisões dos personagens certamente fazem pensar. Acredito que muitas das situações refletirão aspectos da vida das maiorias dos leitores, mas serão apresentadas de maneira nova, num contexto original e com questões difíceis, o que torna o livro um mind-feeder notável.
O livro tem também seus pontos baixos. O final parece ter sido feito às pressas, sem muita vontade. Tem inclusive uma referência ótima, mas explícita demais para quem já conhece. A revisão também fica muito a dever, especialmente no final. Há erros suficientes para atrapalhar o fluxo da leitura.
Entretanto, nada isso impede uma boa apreciação de EQM. O livro está disponível, grautamente, sob Creative Commons. Também é vendido impresso pelo site Os Viralata. Se a versão impressa for melhor revisada, certamente vai valer a pena comprá-la, e eu farei isso, se for o caso. Nada mais justo que pagar por uma obra-prima.
Cultuo o corpo dela, a minha amada,
tão cheio de prazer e fanatismo
quanto convém àquele que do nada
fugiu, em direção ao hedonismo.
Louvo a boca de minha namorada
com um louvor parente do extremismo
como convém àquele que a cada
beijinho menos cede ao pessimismo.
Adoro o braço longo, a perna fina,
olhar gigante, vulva pequenina,
nariz, cabelo, seios, palma, pé…
Sou todo adoração a uma humana
cujo corpo salvou-me a alma insana
melhor do que pudera qualquer fé!
2005
Prezados leitores,
Houve um pequeno engano na última postagem. Eu afirmei que o hino da felicidade provavelmente seria Smiley Faces. Que erro grosseiro! Smiley Faces é bom e empolgante, mas o hino da felicidade é, claramente, Don’t Worry, Be Happy!
Here’s a little song I wrote,
You might want to sing it note for note:
Don’t worry, be happy.
In every life we have some trouble
But when you worry you make it double:
Don’t worry, be happy.
Don’t worry, be happy now.
Don’t worry, be happy. Don’t worry, be happy.
Don’t worry, be happy. Don’t worry, be happy.
Ain’t got no place to lay your head
Somebody came and took your bed:
Don’t worry, be happy.
The landlord say: “Your rent is late.
He may have to litigate.”
Don’t worry, be happy.
Look at me – I’m happy. Don’t worry, be happy.
Here I give you my phone number. When you worry, call me,
I make you happy. Don’t worry, be happy.
Ain’t got no cash, ain’t got no style,
Ain’t got no gal to make you smile:
Don’t worry, be happy
‘Cause when you worry your face will frown
And that will bring everybody down
Don’t worry, be happy.
Don’t worry, don’t worry, don’t do it.
Be happy. Put a smile on your face.
Don’t bring everybody down.
Don’t worry. It will soon pass, whatever it is.
Don’t worry, be happy.
I’m not worried, I’m happy.
Você também pode assistir legendado aqui.
A música de Bobby McFerrin é baseada numa famosa frase do místico indiano Meher Baba. Em 1988, foi a número um no Billboard Hot 100 por duas semanas – feito inédito para uma a cappella. Desde então, é a música para aliviar as horas do desespero.
Bom proveito!
Primeiro, a Veja publica essa constrangedora capa. De primeira, nem achei tão ruim assim, achei até ousada e corajosa. Aí, eu leio a reportagem e fico vermelho de vergonha – principalmente vergonha alheia pelo jornalista. Depois, vejo o que uma revista liberal de verdade diz. Como a cereja do bolo, hoje eu leio isso no blog do Pedro Dória.
Acho que a próxima manchete de capa da Veja vai ser:
Oh, e agora, quem poderá nos defender?!
Não acredito no fim do liberalismo, não estou torcendo pela “Queda do Império” nem estou feliz pela crise. Só acho que não é preciso passar tanta vergonha quanto a Veja passou…
Você foi, para mim, tão importante
que eu não podia nem pensar em nada
sem lembrar de você, que estava em cada
pedaço do meu pensamento amante.
Separei um espaço tão gigante
da minha vida para a minha amada
que quase já não importava nada
mais para minha alma festejante.
Mas você foi-se, e a alma que sorria
minguou em compridíssima agonia
e o amor murchou de dor e de revolta.
Mas – ah! – o espaço ainda está guardado
no meu coração morto e consternado
qual cão que espera o dono que não volta…
2005
Ontem, dia seis de agosto, passou batido por mim, mas o Pedro Dória recordou o bombardeio Hiroshima, postando um link para um bom artigo (com imagens fortes) do 1001 Gatos de Schrödinger.
Obviamente, sou feliz pelos Aliados terem vencido a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, esses atentados são tristes não só pelo mal causado à população civil (como se não bastasse), mas porque a cada crime um país fica mais e mais parecido com estados genocidas como a Alemanha Nazista, o Japão Imperial ou a União Soviética, que também justificavam seus atos como a alternativa a um mal maior.
É triste saber que não há alternativas ao mal.