Desesperadamente, linha a linha,
escrevo os versos desse meu poema
tentando aliviar a dor mesquinha
que violentamente a mim se algema,
pois cada verso é um guia que encaminha
um pouco dessa depressão extrema
ao mundo lá de fora e que da minha
cabeça tira um pouco do problema.
Verso a verso, eu expulso lentamente
dor, rancor, solidão, ódio, tristeza
da minha mente tristemente presa.
Mas de que vale, se da minha mente,
de tantos sofrimentos tão perversos,
só posso aliviar quatorze versos?
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