O cão do ausente

Você foi, para mim, tão importante

que eu não podia nem pensar em nada

sem lembrar de você, que estava em cada

pedaço do meu pensamento amante.

Separei um espaço tão gigante

da minha vida para a minha amada

que quase já não importava nada

mais para minha alma festejante.

Mas você foi-se, e a alma que sorria

minguou em compridíssima agonia

e o amor murchou de dor e de revolta.

Mas – ah! – o espaço ainda está guardado

no meu coração morto e consternado

qual cão que espera o dono que não volta…

2005

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2 Comments

  1. Posted 29/09/2008 at 21:11 | Permalink

    Salve, camarada! Retribuindo a visita, por cortesia. Mas já gostei do espaço…
    Abraçãos =^)

  2. Posted 29/09/2008 at 21:37 | Permalink

    Sê bem-vindo, sir! :)

One Trackback

  1. [...] escrever algumas coisas. Por exemplo, gosto de escrever na Wikipédia. Também gosto de compor sonetos. Escrever Textos técnicos também me agrada. Por outro lado, escrever neste blog aqui não é tão [...]

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