Eu trabalho no anexo de um ministério. Por vezes, tenho de ir para o prédio principal do ministério, passando por um corredor. Curiosamente, toda vez que passo pelo corredor, ouço a música Nuvem Passageira, de Hermes Aquino. Isso é perturbador…
A despeito disso, adoro essa canção. A letra, em especial, é um poema muito interessante. Achei a idéia de caçoar da própria efemeridae tão ousada quanto bem implementada.
Eu sou nuvem passageira que com o vento se vai,
eu sou como um cristal bonito que se quebra quando cai
Não adianta escrever meu nome numa pedra pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo sou um castelo de areia na beira do mar
A lua cheia convida para um longo beijo mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito e a namorada analisada por sobre o divã
Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber do que fazer, vou me matar
Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia sou um castelo de areia na beira do mar…
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6 Comments
Nossa, q coinciência ouvir sempre a mesma música, não?
Agora imagina se fosse uma música chata ou ruim!
Pois é, muita coincidência… mas tem razão, ainda bem que é essa música, hehe…
Hum…
Acontece isso no meu prédio. A questão é que as músicas se repetem nos mesmos horários por causa de uma academia que funciona nele.
Quem sabe tem uma esteira ou uma bicicleta ergométrica dentro da sala. Tá certo que não combina muito com malhar, mas…
Com essa música, só se for uma esteira com grama artificial e borboletinhas de papel penduradas como em móbile, para fingir que se está correndo por campos verdejantes!
Isso ainda continua?
Não. Eu tomei a atitude adequada para evitar esse tipo de coisa: falei para algumas pessoas e fui, com elas, para lá. Pimba! nesse dia, não tocou. É incrível como isso sempre funciona contra fenômenos esquisitos.
Abraços!