Nabucodonosor ajoelhado observa tensamente sobre a terra um bloquinho de argila já secado – ou melhor, só a ponta. Desenterra o resto da plaquinha com cuidado pois sabe que este barro duro encerra, em marcas já não tão bem definidas, palavras há milênios esquecidas. Com medo de causar-lhe dano, escava a tábua, que lhe impinge [...]
By Adam Victor Brandizzi
|
Also posted in História, Meus poemas, Oriente Médio
|
Tagged Acade, Acádia, Anu, Arqueologia, Babilônia, Caldeus, Dumuzi, Escrita cuneiforme, Império Acádio, Império Neobabilônico, Nabucodonosor, Nabucodonosor II, Sargão, Sargão de Acádia, Suméria
|
Terminei de ler Crime e castigo esta semana e comecei a ler Orgulho e preconceito. O efeito de começar a ler o livro de Jane Austen depois do de Dostoiévski é semelhante ao de sair de um quartinho escuro de São Petersburgo diretamente para os campos verdejantes de Hertfordshire: os olhos ardem com a luminosidade exagerada. [...]
By Adam Victor Brandizzi
|
Also posted in Egotrip, Romance
|
Tagged Clássicos Abril Coleções, Coração das Trevas, Crime e Castigo, Dostoiévski, Fiódor Dostoiévski, Herman Melville, Jane Austen, Joseph Conrad, Luís de Camões, Moby Dick, O Vermelho e o Negro, Orgulho e Preconceito, Os Lusíadas, Stendhal
|
Os ipês em Brasília, tão sisudos que passam quase o ano todo mudos, fiscalizam o clima da cidade com sua verdolenga austeridade. Sua seriedade é tão pesada que, quando a chuva flui e é festejada pelas plantas, que riem se florindo, o ipê se fecha, só verde emitindo; mas quando chega a seca e as [...]
Maria Farrar, nascida em abril, menor, sem sinais particulares, raquítica, órfã, sem qualquer condenação anterior ao que se julga, é acusada de ter assassinado uma criança, da seguinte forma: Conta ela que já no segundo mês em casa de uma mulher, num sótão, tentou expulsá-lo com duas injeções dolorosas, como se calcula, mas não saíu. [...]
Eu trabalho no anexo de um ministério. Por vezes, tenho de ir para o prédio principal do ministério, passando por um corredor. Curiosamente, toda vez que passo pelo corredor, ouço a música Nuvem Passageira, de Hermes Aquino. Isso é perturbador… A despeito disso, adoro essa canção. A letra, em especial, é um poema muito interessante. [...]
Usei a Internet pela primeira vez na Escola Técnica de Brasília. Eu estava fascinado pelo novo universo das interwebs. O grande guia, para mim, à época, era o antigo Cadê?. Devo agradecer ao Cadê? por me permitir conhecer o maravilhoso, esplêndido, fascinante, vitaminado e indispensável Jornal de Poesia. Este site possui textos de mais de [...]
Você foi, para mim, tão importante que eu não podia nem pensar em nada sem lembrar de você, que estava em cada pedaço do meu pensamento amante. Separei um espaço tão gigante da minha vida para a minha amada que quase já não importava nada mais para minha alma festejante. Mas você foi-se, e a [...]
Desesperadamente, linha a linha, escrevo os versos desse meu poema tentando aliviar a dor mesquinha que violentamente a mim se algema, pois cada verso é um guia que encaminha um pouco dessa depressão extrema ao mundo lá de fora e que da minha cabeça tira um pouco do problema. Verso a verso, eu expulso lentamente [...]